Capítulo 8 de 8 · 3 min de leitura
Uma carta para você
Para guardar no coração.
Mãe,
Se você chegou até aqui, quero que leia as próximas linhas devagar.
O que você está sentindo não faz de você uma mãe pior. Faz de você uma mulher humana, atravessando uma das maiores transformações que existem. Seu corpo mudou, seu cérebro mudou, sua vida mudou. É natural que suas emoções também mudem.
A tristeza que vem junto com o amor não anula o amor. As duas coisas podem existir ao mesmo tempo. Você pode amar profundamente o seu bebê e, ainda assim, chorar de exaustão. Isso não é contradição. Isso é maternidade real.
Na maior parte das vezes, essa fase passa. Os dias vão clareando, a confiança vai chegando, e você vai se reconhecer de novo, um pouco diferente, mais forte do que imagina.
E se não passar, se a tristeza ficar pesada demais, não tem problema nenhum em pedir ajuda. Pedir ajuda é de mãe corajosa, não de mãe fraca.
Você não está sozinha nessa rota. Nunca esteve.
Com carinho,
Gleisa Oliveira
GPS para Mamães
Lembretes para guardar no coração
Quando o dia estiver difícil, volte a esta página.
- O baby blues é comum: a maioria das mães passa por ele.
- Não é fraqueza nem falta de amor. É biologia e adaptação.
- A queda hormonal e a reorganização do seu cérebro explicam a montanha-russa emocional.
- Baby blues costuma passar sozinho em até duas semanas.
- Se durar mais que isso, ficar profundo ou vier acompanhado de sinais de alerta, procure ajuda profissional.
- Descanso, rede de apoio, falar sobre o que sente e tirar a pressão da perfeição são suas maiores aliadas.
- Pedir ajuda não te diminui. Te sustenta.
Você não está sozinha.
Você só precisa da próxima direção.
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Aviso importante: este material tem caráter educativo e de apoio. Ele não substitui avaliação, diagnóstico ou acompanhamento de profissionais de saúde como médicos, psicólogos e psiquiatras. Diante de sinais de alerta ou sofrimento intenso, procure atendimento. Em situações de crise emocional, o CVV atende 24 horas pelo número 188, de forma gratuita e sigilosa.
Fontes consultadas: Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Organização Mundial da Saúde (OMS), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e literatura científica sobre neurociência do cérebro materno no período perinatal.